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Dia Mundial Sem Tabaco: 12 motivos para parar de fumar já!

Segundo a OMS, o tabagismo irá matar mais de 16 mil pessoas por dia em 2011
POR LETÍCIA GONÇALVES

Motivos não faltam para extinguir o fumo da sua rotina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, no último dia 27 de maio, que o tabaco irá matar nada menos que seis milhões de pessoas somente em 2011, sendo 600 mil fumantes passivos. Se esses números continuarem aumentando, a estimativa é que, em 2030, oito milhões de pessoas morram por ano por conta desse péssimo hábito.
O Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio) foi criado pela OMS em 1987, justamente para tentar reduzir esses números alarmantes. O objetivo é atrair a atenção do mundo para a epidemia do tabagismo – que matou 100 milhões de pessoas no século XX – e as mais de 50 doenças relacionadas a ele que poderiam ser evitadas. Governos de diversos países, especialistas e estudos científicos caminham para uma mesma direção: alertar que o fumo faz mal e causa inúmeros malefícios no organismo. Confira alguns deles:

1. Redução de olfato e paladar
O fumo traz sérias alterações na boca e no nariz. “Os agentes químicos presentes no cigarro atuam como irritantes da mucosa bucal, o que resseca e aumenta a camada de queratina”, explica a nutricionista Thais Souza, da Rede Mundo Verde. Ela explica que o fumo promove alterações nas papilas gustativas, o que impede que o fumante sinta o real sabor dos alimentos.
Além disso, o cigarro é prejudicial para a mucosa olfativa, já que seu efeito térmico pode levar a lesões que alteram o olfato.

2. Doenças gastrointestinais
A digestão já fica prejudicada por conta das alterações no paladar. Para completar o desastre, a nicotina no sistema digestivo provoca a diminuição da contração do estômago e provoca irritação. O uso contínuo do cigarro enfraquece o músculo que impede o refluxo, o que aumenta o contato de ácido gástrico com a mucosa esofágica. O tabaco ainda facilita a infecção por bactérias causadoras da úlcera gástrica.

3. Rugas e pele envelhecida
Além dos dentes amarelados e do mau hálito, a pele tende a envelhecer mais rápido nos fumantes. “Existem alguns estudos feitos com gêmeos, em que somente um tinha o hábito de fumar, que comprovaram que aquele que fumava poderia aparentar até oito anos a mais que o irmão”, conta o cirurgião plástico Gerson Luiz Julio.
Isso acontece porque a pele diminui a produção de colágeno e perde brilho e elasticidade. De acordo com Gerson, o aparecimento precoce de rugas também é provável, o que deixa a pele com um aspecto pardo ou amarelado. “Outra característica que os fumantes normalmente expõem na face são as populares manchas”, completa o profissional.

4. Câncer de boca
De acordo com o diretor do Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer, Fábio de Abreu Alves, 95% dos pacientes com câncer de boca fumam. O motivo é a composição do cigarro: “Ele é produzido por cerca de 4.700 substâncias tóxicas, sendo 60 cancerígenas”, diz o especialista. Esse emaranhado de elementos nocivos presentes no tabagismo ainda é responsável por diversos outros tipos de câncer, principalmente nas vias aéreas, como laringe, esôfago e pulmão.
O dentista Marcelo Kyrillos, da clínica odontológica Ateliê Oral, também explica que a nicotina desestrutura a parte óssea da boca e danifica a estética vermelha natural da gengiva. O esmalte dos dentes é atingido pelo alcatrão. Ela penetra no esmalte superficial e causa o escurecimento deles.

5. Problemas de visão
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCA, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade.
O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, conta que os efeitos maléficos do tabagismo também estão associados à queda das pálpebras. “Isso pode provocar uma diminuição do campo visual e o aparecimento da oftalmopatia de Graves, doença que apresenta como sintomas retração palpebral, edema palpebral, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho, entre outros”, afirma o profissional.

6. Alteração das funções dos genes
A exposição à fumaça de cigarro altera a formação das células por conta do comprometimento da função de alguns genes, segundo um estudo realzado pela Southwest Foundation for Biomedical Research, nos Estados Unidos.
Os cientistas analisaram 1.200 pessoas e identificaram 323 genes que sofrem alterações na hora de converter informações genéticas em funções celulares por causa da fumaça do cigarro. Essas alterações têm grande influência negativa no sistema imunológico e um forte envolvimento no processo de morte das células e desenvolvimento de câncer.

7. Anulação dos efeitos benéficos de beber com moderação
A comprovação vem de um estudo da Universidade de Cambridge (Inglaterra) com 22 mil participantes. De acordo com os cientistas, beber com moderação (de três a 14 doses por semana) diminui as chances de um AVC, ou seja, uma redução de 37% no risco de acidente vascular cerebral.
No entanto, os fumantes que consumiam uma quantidade similar de álcool não apresentavam tal declínio em suas chances para o curso. Vale lembrar também que já era comprovado que pessoas que fumam têm um risco 64% maior de ter um acidente vascular cerebral do que aquelas que nunca fumaram

8. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
O tabagismo é a principal causa da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), complicação definida pela presença de obstrução progressiva do fluxo aéreo. “O perigo de desenvolver DPOC em um grupo de fumantes de dois maços de cigarros por dia é aproximadamente 4,5 vezes maior que para os não-fumantes”, conta a fisioterapeuta Adriana Marques Battagin, especialista em fisioterapia cardiorrespiratória.
Ela explica que o impacto da DPOC sobre o indivíduo portador não se dá somente na limitação física para a execução das atividades da vida diária, mas também nas relações afetivas, conjugais, sexuais, no lazer e no exercício profissional. Em decorrência da limitação física, muitos doentes tornam-se amplamente dependentes de seus familiares, despertando um sentimento de incapacidade e contribuindo para a diminuição de sua auto-estima e a alteração de humor.

9. Doenças neurológicas
Cientistas do National Brain Research Center, da Índia, descobriram uma ligação direta existente entre tabagismo e danos cerebrais. Um composto do cigarro, chamado NNK, desencadeia uma resposta exagerada do cérebro a partir de células imunes no sistema nervoso central.
Os glóbulos brancos, que normalmente eliminam células danificadas, passam a atacar células saudáveis, resultando em graves danos neurológicos. De acordo com os pesquisadores, a substância é considerada pró-cancerígena, o que significa que pode causar câncer quando é modificada por processos metabólicos do corpo, além de desencadear distúrbios como a esclerose múltipla.

10. Infertilidade em mulheres e homens
O ginecologista Assumpto Iaconelli Júnior conta que, nas mulheres, o tabagismo pode causar: antecipação da menopausa, aumento de irregularidades menstruais, alterações hormonais, menor qualidade dos óvulos e embriões e dificuldade de implantação do óvulo.
“Observamos na nossa clínica, que realiza tratamentos de fertilização in vitro, que mulheres que fumam têm menor taxa de sucesso e precisam do dobro de tentativas, em média, em relação às não tabagistas, para conseguir uma gestação”, completa o especialista.
Já nos homens, o cigarro afeta a formação e diminui a mobilidade dos espermatozóides, piora o potencial de fertilização e aumenta o estresse oxidativo (radicais livres).

11. Problemas no coração
A complicação cardiovascular decorrente do cigarro afeta até mesmo o fumante passivo. Pesquisadores do Departamento de Cardiologia do Erasme Hospital e a Univesité Libre de Bruxelles, na Bélgica, comprovaram que respirar as substâncias do cigarro afetam várias funções do sistema vascular arterial – e mesmo quando já não há mais fumaça no ar.

O tabagismo – tanto ativo quanto passivo – provoca elasticidade do sistema vascular. O presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Fernando Nobre, alerta: “Essa elasticidade traz danos para a manutenção de uma pressão arterial saudável, além de poder evoluir para outros problemas, como o AVC”.

12. Complicações na maternidade
Gravidez definitivamente não combina com cigarro. “Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma”, afirma o ginecologista Aléssio Calil Mathias.
Segundo dados do INCA, um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular.
Um estudo da Universidade de York, no Reino Unido, também aponta que mulheres que fumam na gravidez têm maior risco de ter filhos hiperativos e com problemas de atenção na escola.
E não é só: o pneumologista Sergio Ricardo Santos, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), ainda dá o alerta de que bebês que convivem diretamente com fumantes têm maiores chances de morrer sem nenhuma causa aparente, a chamada Síndrome da Morte Súbita Infantil.

Artigo original 

Add comment maio 31st, 2011

Ayurveda para mulheres

Por Dra. Adriana Bennazi PIranda

MENSTRUAÇÃO E AYURVEDA

O ciclo menstrual está submetido à poderosa influência dos doshas. A primeira fase do ciclo menstrual ocorre o predomínio do hormônio feminino estrogênio, que em muitos aspectos é um hormônio do tipo Kapha, sendo este dosha que aumenta nesta fase. Esta fase é chamada fase folicular, onde o organismo estimula a produção de folículos nos ovários, onde ocorrerá a ovulação, onde ocorre o pico máximo de produção do estrogênio. O corpo oferta ao útero os melhores nutrientes de que dispõe a fim de prepará-lo para uma possível gravidez.

Após a ovulação ocorre o predomínio do hormônio progesterona, que se assemelha mais a Pitta. É a fase secretória, que vai desde a ovulação até a menstruação seguinte. Portanto é Pitta que predomina no corpo feminino no período pré-menstrual.

Durante a menstruação há o predomínio do dosha Vata, que é o responsável pelos transportes do corpo, pelo movimento, portanto rege o fluxo menstrual e o transporte do sangue para fora do corpo feminino.

Em sânscrito o termo genérico para o ciclo menstrual, menstruação e substâncias relacionadas à estes é astava , palavra que deriva de rtu, que significa estação.

A Ayurveda nos ensina que as mudanças de estação nos deixa mais suscetíveis a enfermidades. São momentos de transformações de uma estação em outra, de uma fase em outra. Sempre que nosso entorno muda, seja interior ou exterior, nosso organismo deve mudar, se adaptando às novas características vigentes. Se ocorrer uma má adaptação, então haverá a possibilidade de enfermidade. A menarca (1ª menstruação) e a menopausa são momentos com estas características da vida da mulher, assim como a ovulação e a menstruação marcam o ciclo menstrual.

Todos os meses corpo e mente femininos têm a oportunidade de purificar-se com a menstruação. Para que possam gerar filhos saudáveis, as mulheres realizam esta limpeza natural periódica.  A Natureza não espera que todos os meses a mulher engravide, mas sim que elimine toxinas. É como uma oportunidade que a mulher tem de se colocar em contato com seus fluxos, sua criatividade, seus movimentos, ciclos, que a levam a suas raízes. Um estado de criatividade que só possuem as mulheres! Com liberdade para utilizar esta capacidade criativa como melhor lhe convenha: para si mesma ou para os outros, para  produzir ou para reparar, para criar ou para procriar. Fazer valer este poder com a finalidade de ajudar aos demais, o que contribui para nutrir seu próprio potencial criativo. Estes são esforços da natureza a fim de ajudar e também sanar, que não se deve deixar de lado, pois poderão gerar bloqueios  que se manifestam com transtornos do fluxo menstrual.  

A menstruação mobiliza os resíduos , toxinas e ama do sangue, mas o resultado deste evento dependerá de como ocorra o alinhamento entre a mulher e seus fluxos.

Esta purificação fica a cargo do apana. Se ocorrer uma obstrução, ama não eliminado pode se espalhar pelo corpo, provocando cistos de ovário, miomas, vaginites endometriose e outros. Este movimento descendente contribui para renovar o vínculo com o útero materno e com o elemento terra além de reativa a capacidade de receber energia que provém deste elemento.

O organismo para executar sua fertilidade  deve ser comparado a um campo a ser semeado. Devemos pensar na estação do ano, no próprio campo, na semente e no cultivo.  O corpo é a estação do ano. O campo, os órgãos reprodutores. A semente seria o óvulo. O cultivo engloba diversos aspectos: o sangue, os hormônios, outras secreções, tudo que nutre o óvulo e fertilizam o campo.

            Uma infinidade de sintomas atribuídos à TPM( tensão pré-menstrual) são na verdade desequilíbrios do organismo como um todo, exacerbados no período peri menstrual.

Ter uma determinada constituição não implica em concluir que os desequilíbrios serão exclusivos desta constituição. Uma mulher de constituição Pitta pode desenvolver um desequilíbrio Vata, basta exagerar na obstinação pelo trabalho ou em outras questões, mesmo que sejam para diversão. O ciclo menstrual de uamá mulher pode variar, dependendo não só de sua constituição, que pode ser bi ou tridosha, mas também com os fatores de clima, estação do ano, alimentação, relação com o trabalho,  hábitos de vida etc.

CICLOS MENTRUAIS NOS DIFERENTES BIOTIPOS

Vata: possui ciclos irregulares que tendem a ser mais do que o mês. O fluxo em geral é escasso, fluido ou escuro e muitas vezes acompanhado de coágulos. São freqüentes os escapes e cólicas menstruais. O abdome é rígido e tenso, pode ocorrer prisão de ventre no início do fluxo ou até mesmo antes dele.

No aspecto emocional ocorre labilidade de humor e sentimentos, assim como ansiedade e nervosismo. A insônia e o sono entrecortado são mais freqüentes.

Mulheres que realizam muitos exercícios físicos podem emagrecer tanto que deixam de menstruar por uma agravação do dosha vata.

Pitta: possui ciclos regulares com intervalos um pouco menores do que um mês. O sangramento é abundante e prolongado, além de ter coloração vermelho-vivo brilhante. Mas também pode ter um tom azulado, amarelado ou preto. A sensação de calor é freqüente e as cólicas são de média intensidade. O intestino funciona mais vezes um pouco antes da menstruação ou durante. Mulheres magras com tom de pele amarelado costumam ter o fluxo reduzido.

No aspecto emocional ocorre maior irritabilidade, grande ansiedade por comida e sensação de excesso de calor no corpo e na mente. Este biotipo tende a ter mais acne, brotoejas e outras manifestações de pele neste período. Por isso não é um bom período para depilação. Nestas mulheres a dor de cabeça é mais freqüente que nos outros biótipos como também as secreções vaginais.       

Kapha : O ciclo costuma ser bastante regular e o fluxo de media quantidade, pálido e viscoso. A presença de desequilíbrio deste dosha pode produzir cólicas.  É grande a propensão a reter líquidos, dores mamárias, distensão abdominal( retém líquidos nas alças intestinais) com aumento de peso. A digestão é lenta, como sabemos e letárgica. Embotamento e até quadros de depressão predominam no emocional.  Estas mulheres têm candidíase vaginal no período pré-menstrual. Outra queixa é a sensação de peso nas pernas, dores nas costas e até certa rigidez.

Os três doshas trabalham juntos para criar o ciclo feminino e os três podem “conspirar” para complicá-lo.  A auto observação é de grande importância para mudanças destes estados patológicos. Cuidados simples como: alimentação sem aditivos químicos; evitar álcool, sal, açúcar, carne e cafeína em excesso; cuidar do agni para ter sempre uma boa capacidade digestiva; manter exercícios físicos regulares; descansar após situações extenuantes como excesso de trabalho, sexo, exercícios físicos etc.; questões ambientais nocivas que hiperestimulam nossos sentidos (audição, visão,paladar, olfato e tato)causarão desgastes desencadeando desequilíbrios .

Os fatores causais contribuem para desequilibrar os doshas, portanto a correção destes  auxiliam na no retorno ao bem estar.

 

 

 

Bibliografia : AYURVEDA para las mujeres. Svoboda, Robert. Ed Kairós.

Add comment fevereiro 17th, 2011

Gestação saudável e feliz

O desejo mais profundo dos pais é que suas crianças sejam felizes. A Ayurveda ensina que a vida da criança começa a ser estruturada no momento da concepção e que a chave para gerar um bebê feliz é recriar pais saudáveis, e mais particularmente, uma mãe feliz que ao nutrir a si mesma, nutre o seu filho. Por isto, para ter um bebê equilibrado, saudável e feliz, a mãe deve irradiar essas qualidades! “

A Ayurveda entende a profunda ligação entre a mãe e o bebê e dá o total conhecimento que ela precisa para criar um ambiente equilibrado e nutridor para o crescimento do bebê. Ela ensina como criar um bebê saudável, mais contente, e mais evoluído espiritualmente através da promoção de equilíbrio em todas as áreas da vida: físico, mental, comportamental, emocional e espiritual. Para isto, é indicada uma alimentação natural adequada para cada período da gestação, de acordo com o desenvolvimento do bebê e das necessidades individuais da gestante e uma rotina de hábitos e de massagens que ela deve seguir para curtir este momento tão especial.

Dica: O Ghee (manteiga clarificada, muito utilizada na culinária ayurvédica) promove Ojas, a energia da vida que regula o sistema imunológico. Durante a gestação, ingerir uma colher (chá) de ghee ao dia ajuda a promover a saúde imunológica da mãe e do bebê!

Por: Heloísa Franchi – Naturóloga e Terapeuta Ayurvédica

Add comment março 2nd, 2010


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