Um olhar para o atendimento terapêutico com crianças e adolescentes

julho 24th, 2013

Por Sônia Maria Marcondes Licursi

Escuto os relatos dos pais que trazem seus filhos para terapia e observo que percebem que algo não vai bem. Algumas vezes relatam que a professora observou algumas situações e a orientação educacional chamou-os para uma entrevista e disse que a criança ou o jovem está com alguns conflitos sociais, angústias na escola, problemas na aprendizagem. Às vezes falam também sobre o relacionamento familiar como sendo causador dos conflitos, refletem ou abrem um espaço de acusação ou sentem-se culpados. É legitimo todos os sentimentos e a percepção do quanto é difícil e sofrido aceitar que algo não vai bem, a arte de educar os filhos e serem pais traz muitas emoções. Cabe a nós terapeutas ajudá-los a desvendar as adversidades do bem viver. Para iniciar a terapia com a criança ou adolescente é importante pensar como foi tecida esta rede de relações: família, criança ou jovem e escola. Nas sessões iniciais com os pais ter um olhar especial para psicodinâmica familiar, observar os sentimentos que envolvem o relacionamento dos pais com a criança ou adolescente, qual a história dos pais com seus filhos e com seus pais. Que lugar esta criança ou jovem ocupa nesta família e quais as crenças dos pais nos seus filhos. No contato com a equipe escolar perceber o que está criança ou adolescente está levando para o âmbito escolar e que o impede de estar livre para aprender e ser feliz. Na infância o aprender é motivado pela curiosidade do saber como o Homem e o mundo funcionam. Na adolescência já aprendeu sobre o Homem e o mundo, agora quer ser protagonista. A escola é o espaço estimulador para o desenvolvimento emocional e é importante pensar também com a equipe qual o lugar desta criança ou jovem no seu grupo classe e como está tecendo a aprendizagem e as relações sociais. É um trabalho de rede, tecer com a família, a criança ou jovem e a escola todas estas observações e verificar o que faz sentido para cada um, ajudá-los em seus papéis e na expressão dos sentimentos diante dos conflitos e problemas apresentados. O processo terapêutico tece uma rede de cuidados e acessa as emoções que envolvem os papéis dos pais, filhos e educadores na sensível tarefa de educar.

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